hotel goldsmith
HOTEL GOLDSMITH
A estratégia de intervenção num edifício do séc. XVIII, na principal Avenida da Cidade do Porto, centrou-se na cuidadosa reabilitação e reposição do seu exterior original, que foi sucessivamente desvirtuado ao nível do piso térreo ao longo do séc. XX.
Devido à complexidade do programa: um espaço comercial amplo no piso térreo, um museu no primeiro piso e um hotel nos pisos superiores; e ao estado de conservação muito precário do interior do edifício, decidiu-se apenas manter as fachadas e demolir o interior.
Era nossa convicção que a intervenção deveria ser o menos intrusiva possível e assim apenas é perceptível alguma contemporaneidade no desenho dos caixilhos do piso térreo de cor cinza escuro e no piso recuado que é completamente novo e em que todos os seus elementos (caixilhos, ardósia, beirado) são, também, de cor cinza escuro.
Piso -1
Piso 0
Pretendeu-se que o interior do Hotel Goldsmith conseguisse de uma forma contemporânea respeitar o ambiente dos edifícios do Porto do séc. XIX, como eram os do edifício original. Assim, os rodapés, portas, orlas e puxadores foram reinterpretados e o seu desenho depurado e enfatizado em cantos, passagens, encontros e nichos exacerbado pelos espaços pequenos e pés direitos variados e por fim pintados com uma cor forte e distintiva. As portadas originais, algumas com mais de 150 anos, foram recuperadas por serem um dos elementos que contribuem definitivamente para a identidade pretendida. São a memória mais palpável da história do edifício que se pretendeu honrar.
As escadas em betão aparente ou um poço de luz que percorre o Hotel são elementos que marcam um novo tempo recriando sensações antigas como os sons da sua azáfama desde a entrada ao recuado encimado por um lanternim, tal como o faziam as escadas típicas das casas do Porto do séc. XIX.
Piso 2/3/4
Piso 5
Corte A
Álvaro Siza - Casa Ivens, Matosinhos, Portugal